sábado, 17 de maio de 2008

Futuro

O que você faz?
O que você fez?
O que você fará?

Mal' recobro a paz pra' repousar
E você aparece do cosmo sem fim pra me preenxer de desavenças
Seu amor venenoso me causa enxaqueca
Já não me basta estar entorpecido de outras preocupações
És minha ruína, pura e clara

Estrela és tu, irradias porém a morte lenta
Arquiteta minha queda pois sabes de minhas fraquezas
Por que diabos tinhas de retornar?
Por que pelo amor do pai celeste tinhas de brilhar novamente?

Já não sou mais sombra daquele que almejei ser
Quem sabe o que farás a meus sonhos?
Que ímpetos corromperás?

Oh arquiteto divino que me deste o sopro
Qual a razão de ter colocado um coração de gelatina num corpo d'aço?
Por que me provas em momentos tão críticos?
Testas minha fidelidade?

Já não sei mais o que faço
Em quem resguardo meus fiascos
Se mal o pó me resta
Nesse pedaço de ruína pelo qual luto
Chamado futuro.



Rodolfo d'Lima

Um comentário:

Paloma disse...

É complicado né filhote... Tem hora q tudo parece q só vem pra atrapalhar a gente... A relação é saber arrumar tempo pra tudo...