Começou a nevar, venta forte, mas não tão forte quanto naquela tarde.
Essa fraca vela que me ilumina o quarto produz-me a lembrança da agonia daquela batalha.
Porém esta também produz uma sombra feminina que me acalma...é a clériga que me trata.
Reluzente meu aço repousa a meu lado, ainda banhado pelo sangue daqueles que caíram por minha lamina...
Onde estou? Quando cheguei?...só sei como: "teu cavalo o trouxe, já desacordado", foi o que me disse.
Bem queria eu ter repousado ali mesmo naquelas estepes, porem até mesmo tal direito parece me ser negado.
Ainda assim os anjos choram-me as lagrimas do inverno...lamentam por mim? (...)
O fogo voa em direção aos que sonham ser reis...deveriam primeiro ser homens!
A noite que já cai engolindo os gritos dos guerreiros e a musica do aço em sua melodia de morte.
Desafiaram os deuses da guerra, agora paguem por sua heresia!
Que bela visão essa chuva de luzes no céu...até as estrelas se curvam perante os senhores da batalha!
Invejem-nos valquírias!...as tomaremos para que tenham nossos filhos!
(...)"Artilharia!!!"(...)
(...)"acorde"(...)
A dama me desperta e me oferece algo num copo bem talhado em madeira.
"Aliviará sua dor e irá ajudar na cura de seus ferimentos".
Tomo aquele doce-azedo calmamente e agradeço, ao que ela se retira a seus aposentos...
Disse que se sobrevivi com tais danos, nada me mata(...)
Quem dera pudesse apenas descansar
Rodolfo d'Lima
3 comentários:
oee adoreii seu blog
te adorull d + bejaum!
Seu estilo é forte,vocabulário rico,imaginação fértil...Só me resta dar-le os parabéns!!Bj
Rô... Sabe... o Clima q vc conegue criar no começo desse conto foi perfeito... Foi uma narrativa descritia q me colocou onde estava seu personagem...
e sobre "Tomo aquele doce-azedo" me fez lembrar de nossa conversa de ontém... "eu gosto de doce-azedo"...
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