sábado, 20 de agosto de 2011

A tormenta se avizinha


Traga-me hidromel, não vou beber
Vou chorar com uma gaita de fole
Afoito pelo coito
Amedrontado pelo fogo
Desorientado com mapa
Quero comer!

Até hoje tento entender o que houve
Até hoje tento passar a borracha no papel em branco
Quero o prazer que me davas
Não quero a enxaqueca
Quero a pureza
Com um toque sutil de ninfomania fanaticamente fiel

As vezes imagino se deleita em seu sonho egoísta
Enquanto eu vago sem rumo com rota traçada
Te odeio, te perdoo, não guardo mágoas... Talvez?
Só acho que já passou da hora
De me dar o terremoto
E me acalmar os instintos

Ah!
Não aguento!


Rodolfo d'Lima

3 comentários:

;) Eu disse...

Atormenta-se a vizinha.

Möller disse...

É, o "diferencial" trás suas desvantagens.

Anônimo disse...

Não queira entender, não queira apagar... Esqueça apenas... Viverás melhor.