
Pontiagudo o vento sopra
E, atolado na nevasca, aqui estou
Já não sei mais se foi por opção
Mas de tudo honrar não parece ter sido suficiente
Sacrifícios... Ninguém os percebe, ninguém lhes dá valor
E agrados? Não se ganha nem agradecimentos!
Agora tento levantar um braço que seja
E tudo parece à realeza se tornar piada
Empobreci-me e investi em combate
Mas ninguém enxerga minha "falta de juízo"
Ninguém se felicita com minha presença...
Ninguém...
As provas de união já são deixadas de lado
Mal se recebe os comboios do dízimo
Ninguém está disposto a ouvir
E mesmo que insista em falar, a resposta será em esbravejos
Recebida como desafio
E interpretada como quebra de aliança
Pois bem que um último apelo tenho de fazer
Engolir tudo e arcar com as conseqüências
Mas minha alma já não mais suporta tal cota de malha
Preciso gritar à corte
Ainda que a asa fria que mata lentamente retorne
E eu volte a ser marionete...
Esse é o meu medo.
Rodolfo d'Lima
4 comentários:
panzer, vc manda mto bem em poemas !
parabens !
http://butecodoosama.blogspot.com
A incompreenção e a omissão dos populares com relação aos militares? Foi isso que interpletei do poema.
Cada vez menos pessoas entendem o significado de "soberania nacional", Möller. Infelizmente!
Sempre me surpreendendo!
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